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The African Challenge | Testar os limites

Começamos os dias da nossa viagem bastante cedo, como forma de evitarmos o calor tórrido que se faz sentir por estas bandas e para precavermos eventuais percalços que possam surgir, mas desta vez não foi suficiente. Começamos este dia às 4 da manhã e mesmo assim tivemos que pernoitar no meio do nada, mas isso já vos contámos mais adiante.

O nosso trajeto previsto para este dia era o Mueda em direção a Negomane, a fronteira de Moçambique com a Tanzânia. Com a areia a dar-nos as boas vindas desde o início da viagem, causando sensações extremamente desagradáveis na condução dos nossos motas de 350 quilos, seguindo-se mais areia misturada com argila molhada, resultou em pequenas quedas, sem grandes mazelas físicas, mas com uma perda enorme de tempo e um grande desgaste psicológico.

Para ajudar a que o dia corresse cada vez melhor, a mota do Paulo insistia em não querer pegar e, depois de uma má experiência de reboque no dia anterior, resolvemos trocar a bateria entre a minha mota e a do Pedro, o que diga-se, resultou na perfeição. Mas o pior ainda estaria para vir!

Para finalizar com a cereja no topo do bolo, dado o tempo que perdemos, tivemos que pernoitar no meio do nada, em território de chitas e tigres, em cima das nossas motas. Um belo descanso, portanto.

A areia não nos largou, à qual se veio juntar tudo o que se possa imaginar em formato todo terreno, não faltando nenhum elemento de uma óptima experiência de todo o terreno. A experiência foi tão dura, que ainda há pouco o Afonso me confessava que agradecia que ninguém o lembrasse do terror em que nos enfiamos por mais de 16 horas.

Foi um duro teste físico, mas sobretudo psicológico, dada a frustração que íamos sentindo, de quem demora 3 horas para percorrer uns míseros 20 quilómetros.

Para finalizar com a cereja no topo do bolo, dado o tempo que perdemos, tivemos que pernoitar no meio do nada, em território de chitas e tigres, em cima das nossas motas. Um belo descanso, portanto.

No dia seguinte lá conseguimos cumprir mais um objetivo, o de chegar à Tanzânia.