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The African Challenge | Addis Abeba e o Dave

A nossa primeira nota sobre a capital da Etiópia é o frio que se faz sentir por estes lados, o que tendo em conta os 2500 metros de altitude a que nos encontramos não é de estranhar, principalmente à noite.

Iniciamos o nosso primeiro dia na capital com um pequeno almoço reforçado, composto por ovos e batatas fritas. De seguida foi tempo de preparar as burocracias com o nosso contacto na fronteira egípcia no sentido de obter a documentação para poder entrar no país dos faraós com as motas dentro de alguns dias.

Lá para o fim da manhã rumamos para a embaixada do Sudão, o país que se segue nesta viagem, para a obtenção do último visto, uma vez que o do Egito já trazíamos connosco desde Maputo, desta feita obtido online.

Foi um corre corre na embaixada pois só aceitavam pedidos até ao meio dia e tivemos que dar à perna para conseguir meter o respetivo até essa hora, mas lá conseguimos.

Ficamos com a tarde livre e decidimos conhecer alguns pontos da cidade, apanhando um dos famosos taxis azuis da cidade. Estes são quase na sua totalidade Toyotas dos anos setenta e oitenta, com exceção de alguns Peugeot também da mesma idade.

O nosso motorista foi um simpático jovem, de seu nome Abu, que nos levou primeiro ao restaurante tradicional Yod Abissinia onde provamos o prato tradicional da Etiópia, a Injera. A Injera é similar a uma panqueca gigante, produzida a partir do teff, grão típico da região, onde por cima são colocados molhos, carnes, grão, verduras e legumes. De seguida foi tempo de provarmos o famoso café da Etiópia, considerado um dos melhores do mundo no Tomoca Café. O café estava, sem dúvida, delicioso.

Neste momento encontra-se em viagem há 6 meses, tendo partido da Escócia. Um homem magro, que sofre de artrite reumatóide desde os 20 anos de idade mas que insiste em percorrer enormes distâncias pelo mundo fora.

De regresso ao nosso alojamento, o Wims Hoolnd House, famoso entre viajantes como nós, conhecemos o Dave, um escocês residente na Austrália há 30 anos e que desde 1982 percorre o mundo de mota por períodos de 6 meses a 2 anos. Neste momento encontra-se em viagem há 6 meses, tendo partido da Escócia. Um homem magro, que sofre de artrite reumatóide desde os 20 anos de idade mas que insiste em percorrer enormes distâncias pelo mundo fora. Sem dúvida impressionante! Contou-nos ainda que a sua primeira viagem foi da Escócia à Austrália, tendo mesmo atravessado o Afeganistão em plena guerra, tendo travado conhecimento com a então resistência afegã. Importa ainda mencionar que o Dave faz isto tudo numa Yamaha 175 de 1975 com quase 90000 quilómetros.

Um bem haja ao Dave, um exemplo.

Podem ver mais fotos e informações na nossa página do Facebook.