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The African Challenge | Adeus à capital da Etiópia

Começamos bem o dia com o nosso amigo David a preparar-nos carinhosamente o pequeno almoço, composto por café com leite e mel e umas bolachinhas com creme de chocolate.

A segunda surpresa foi novamente a bateria da mota do Pedro a recusar colaborar e a obrigar-nos a esperar uma hora para recarregar. A bateria chinesa até se tem portado bem na mota do Pedro, mas com as noites frias da Etiópia, a sua qualidade duvidosa tem vindo ao de cima, pelo que enquanto o tempo não aquecer com a chegada ao deserto do Saara teremos que a pôr à carga todas as noites para evitar contratempos.

A saída da capital, Adis Abeba, foi bastante penosa, com o trânsito intenso e muitos buracos, mas aí pelo quilómetro 75, depois de acentuadas subidas, alcançamos um planalto e aí começamos a rolar bem.

A paisagem tornou-se verdadeiramente espetacular, com os pastos cheios de gado, a perder de vista. Nota especial para os pequenos montes de palha montados à mão e que eram aos milhares espalhados pelos campos.

A altitude rapidamente alcançou os 3000 metros e a temperatura, como seria de esperar, baixou rapidamente para 13 graus, a pedir um casaco.

De repente começamos a ver o planalto a desaparecer e vislumbramos um gigantesco vale escarpado, tal e qual o Grand Canyon, com a estrada a descer serpenteando a encosta.

Já tínhamos visto muita paisagens impressionantes em África, mas nunca desta magnitude.

A juntar a este brutal cenário surge lá no fundo um rio de pequeno caudal, mas de largura considerável, de seu nome Nilo Azul que desce desde Khartoum, capital do Sudão, onde se vislumbram os dois Nilos, este e o branco, o principal e mais conhecido.

Para finalizar em beleza, estávamos já perto do quilómetro 420 quando irrompe uma chuva fortíssima com granizo que nos obrigou a parar e a procurar refúgio. Imediatamente veio ter connosco uma simpática família que morando à beira da estrada nos fez imediatamente sinal para pararmos.

A descida vertiginosa terminou numa ponte moderna suspensa que atravessa o vale do rio, com a temperatura a atingir os 34 graus. Grandes diferenças de temperatura. A estrada lá volta novamente a subir e lentamente regressamos a 2500 metros de altitude e novamente aos pastos a perder de vista. São milhares de hectares de um lado e do outro da estrada com os habituais montinhos de palha e milhares de cabeças de gado, maioritariamente bovino.

Para finalizar em beleza, estávamos já perto do quilómetro 420 quando irrompe uma chuva fortíssima com granizo que nos obrigou a parar e a procurar refúgio. Imediatamente veio ter connosco uma simpática família que morando à beira da estrada nos fez imediatamente sinal para pararmos. Fomos então conduzidos à sala de estar, convidados a sentar e inclusivamente a provar uma bebida parecida com aguardente que prontamente recusamos. A responsabilidade na estrada falou mais alto. Temos conhecido gente fantástica, sem dúvida.

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