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The African Challenge | Finalmente Sudão.

Finalmente livres da alfândega de Gallabat, despedimo-nos de todo o staff militar e civil e, depois de uma série de fotos com a nossa amiga Heidi Hetzer que mencionamos num post da nossa página do Facebook, lá arrancamos em direção a Khartoum.

O erro do carnet do Paulo que tínhamos dado conta no dia anterior já tinha sido rapidamente ultrapassado pelos funcionários da alfândega e, depois de um pequeno almoço à pressa, saímos pelas 8h30 para a estrada.

Para trás ficava o episódio mais longo de burocracia da viagem até então, que nos tinha detido alí 4 dias e 5 noites a dormir no chão, por especial favor daquela gente que no fim já tinha pena de nós e nos pedia desculpa pelo transtorno, mas que era o seu dever.

Muito obrigado gente boa da alfândega de Gallabat!

Chegados ao Sudão, os primeiros quilómetros não foram nada animadores em termos de paisagem, bem como os seguintes até Khartoum, com exceção de uma curta passagem por uma zona montanhosa em que ainda deu para tirar umas fotos interessantes. O resto era apenas uma planície árida e monótona que só convidava a andar para a frente.

Refira-se que a falta de gasolina continua aqui no Sudão, onde as poucas bombas que existem com combustível estão, logicamente, apinhadas. Assim, resolvemos usar a dos nossos jerrycans e não perder tempo com pedidos e esperas desnecessárias, pois tínhamos esperança de voltar a atestar tudo em Khartoum. Ao que parece iremos ter sorte amanhã.

A paisagem foi-se mantendo monótona e árida, só interrompida pela vista do Nilo Azul que corre perto da estrada algumas vezes.

A cerca de 100 quilómetros da capital, com o aumento da demografia, começamos também a notar um aumento de lixo, com sacas plásticas empurradas pelo vento agarradas aos arbustos limítrofes da estrada, o que não é nada agradável.

Refira-se que a falta de gasolina continua aqui no Sudão, onde as poucas bombas que existem com combustível estão, logicamente, apinhadas.

À chegada a Khartoum contactamos o nosso braço direito, o Midhat, e marcamos encontro com ele em frente ao Regency Hotel, onde por conselho iremos pernoitar num belíssimo quarto gigante, cada um, no sentido de tentar esquecer as duras noites no chão da alfândega de Gallabat.

O jantar foi pizza local, que devoramos como lobos. Agora é altura de dormir visto que amanhã iremos provavelmente acampar no deserto.