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The African Challenge | Khartoum

A manhã começou preguiçosa, com nenhum de nós a mostrar-se com muita pressa de sair da cama, pelo que só pelas 9h30, já depois de um belíssimo pequeno-almoço no hotel, nos aventuramos para a rua. Dirigimo-nos, então, de imediato ao escritório do amigo Midhat no sentido de corrigirmos o erro do meu carnet de passagem do Paulo, que tinha o nome trocado por Afonso. Estivemos aí reunidos duas horas com o nosso intermediário, durante as quais o problema do carnet foi resolvido, com a emissão de um novo já com os dados do Paulo corretos.

Tivemos oportunidade, para além de saborear um café feito pela sua esposa etíope, de nos inteirarmos de quais os locais a visitar nos próximos 1000 quilómetros até à fronteira e ficamos a saber que são muitos. O mais importante talvez sejam as famosas pirâmides do Sudão, em Meroe, marco da civilização núbia que reinou entre o actual sul do Egito e o Norte do Sudão. O Midhat explicou-nos que de facto as maiores pirâmides são no Egito, mas que no Sudão existem praticamente o dobro delas, somando nada mais nada menos do que 220, contra as 130 do Egito.

 

Em seguida, explicou-nos todo o itinerário com detalhe para chegar até lá e depois para atingirmos a fronteira com o país vizinho, em Wadi Halfa, onde o seu irmão estará à nossa espera para nos agilizar as respetivas operações alfandegárias de saída do Sudão. Pelo caminho sugeriu que ficássemos uma noite a dormir acampados no deserto e que na seguinte atingíssemos Wadi Halfa para atravessarmos para o Egito no sábado de manhã, onde nos espera outro agente, de seu nome Kamal, que já tem os nossos carnets de entrada no Egito prontos. Esperamos ter tudo controlado.

ssim, fomos até um cais de embarque junto às margens do Nilo Azul, onde numa pequena embarcação alugada no local tivemos oportunidade de ir ver ao vivo o encontro do monstro grande com o pequeno, oportunidade para sentir a imponência destes cursos de água.

Cerca das 12h30 despedimo-nos do Midhat e começamos a programar a visita obrigatória em Khartoum à confluência dos dois Nilos, o Branco e principal, que flui desde as Cataratas de Vitória no Uganda e o Azul que nasce na Etiópia, no Lago Tana, onde tivemos oportunidade de passar e que se encontra aqui na capital sudanesa com o seu irmão grande. Assim, fomos até um cais de embarque junto às margens do Nilo Azul, onde numa pequena embarcação alugada no local tivemos oportunidade de ir ver ao vivo o encontro do monstro grande com o pequeno, oportunidade para sentir a imponência destes cursos de água. Diga-se que o Nilo Branco é o rio mais extenso do planeta, com mais de 7000 quilómetros de extensão. Um belo espetáculo da Natureza. É sem dúvida empolgante poder navegar no maior rio do planeta Terra.

O resto da tarde foi aproveitado para relaxar no quarto do hotel seguido de um jantar leve nas redondezas. Era tempo de preparar a partida de Khartoum em direção ao Norte e finalmente ao Egito, último país de África da nossa viagem.