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The African Challenge | A saga da mota

Levantamo-nos de manhã com alguma calma pois a bateria para a mota do Pedro só chegaria pelas 14 horas e ainda teríamos que visitar as famosas pirâmides no planalto de Gizé, que distavam apenas 6 quilómetros do nosso hotel.

As pirâmides e o recinto envolvente obedecem e regras de segurança apertadas com militares, metralhadoras, detectores de metais e todo um arsenal de segurança a que já nos habituamos um pouco por todo o país.

Depois de pagarmos 1600 libras egipcias pelos bilhetes que nos garantiam inclusivamente entrada nos edifícios tumulares dos faraós, lá entramos em direção à primeira. De imediato nos apercebemos que ali a caça a gorjeta é bastante evidente e ainda tivemos que discutir preço com um condutor de camelos que nos tirou uma foto e, claro está, depois queria gorjeta, não sendo qualquer coisa que lhe servia.

A entrada na pirâmide era bastante encrencada e revelou-se uma experiência de pouco interesse e desagradável inclusive. A subida à câmara tumular fazia-se por uma escada apertadíssima, em que de gatas se cruzava quem subia e quem descia, numa atmosfera de ar de difícil respiração. Chegados à câmara tumular deparamo-nos com uma sala vazia com um túmulo vazio e com um ar irrespirável. Uma farsa.

Depois de aliviados de chegarmos ao exterior, foi tempo de ir ver a pequenina esfinge que é bem mais imponente nas fotografias e filmes. Passamos ainda pela grande pirâmide, com cerca de 130 metros de altura.

Entretanto o Pedro foi buscar a mota e, já à espera há cerca de uma hora, toca-nos o telefone com o Pedro a dizer que a bateria não carregava. Lá tivemos nós que ir com a moto do Afonso para testar o regulador de corrente. Quando lá chegamos afinal o problema do Pedro já estava resolvido. Porém, mal chegamos à primeira esquina, depois de arrancar da oficina, um policia resolveu pedir-nos pelos nossos documentos de trânsito, mas o Paulo e o Pedro não os tinham com eles. Gerou-se, portanto, um belo filme com um polícia a falar em árabe e nós sem o percebermos, até que o chefe dele nos manda seguir. Aprendemos da pior maneira que não devemos deixar os documentos no hotel.

Entretanto, no meio deste cenário, a luz de aviso de carga da mota do Pedro voltou a acender e mais um ou dois quilómetros à frente a mota parou sem se voltar a ligar.

Entretanto, no meio deste cenário, a luz de aviso de carga da mota do Pedro voltou a acender e mais um ou dois quilómetros à frente a mota parou sem se voltar a ligar. Como já estávamos perto do hotel, resolvemos tentar rebocar, mas não conseguimos. Tivemos que a empurrar até ao hotel.

A frustração era evidente pois já íamos arrancar no dia seguinte para o mar vermelho, mas pronto, as viagens são assim.