COVID 19: We are open and operating according to the procedures required by law.

The African Challenge | A saída do Egipto

A história destes dois últimos dias resume-se à tentativa de sair do Egipto, quer seja por mar, terra ou ar.

Ontem de manhã acordamos com a sensação óbvia que a autorização que iria ser pedida durante a manhã pelo funcionário da embaixada de Portugal no Cairo iria ter sérias dificuldades em ser aprovada no clima de insegurança que se vive neste momento neste país. Assim se confirmou logo pelas 13.00 que, embora o pedido tivesse seguido para os orgãos competentes, a sua aprovação, para além de demorada, teria fracas hipóteses de ser aprovada. A juntar a isso, o Ano Novo e consequente feriado no dia 1, que aqui é festejado tal e qual como na europa, iria atrasar ainda mais a decisão. Para além disso, os organismos consulares com quem estávamos em contacto direto em Portugal desaconselhavam qualquer tipo de deslocação no Sinai, pois, segundo apuramos, o exército andava com o dedo muito leve atrás de presumíveis células terroristas suspeitas do atentado e já tinha começado uma operação de limpeza, portanto, o clima não seria nada propício a deslocações em territórios instáveis como este.

Com o problema da carga do Afonso resolvida, começamos, então, de imediato a conjeturar outras soluções. Fomos informados que haveria um barco para a Grécia no dia 10, o que ainda distava muito tempo para nós, e outro talvez mais cedo. Ficamos de contactar de manhã para saber se essa possibilidade existiria e aguardamos.

Entretanto o amigo biker que tínhamos conhecido na bomba de gasolina, o Mário, tinha falado com o’seu pai e estava a ver a possibilidade de barco para a Grécia, possibilidade essa que iria revelar-se inviável,como contaremos adiante. Nada mais restava senão aguardar pelo dia seguinte.

O dia seguinte começou com a chamada da Nermien e com boas notícias. Haveria um barco já na sexta feira, dia 4, para despachar as motas, connosco a seguir de avião para Atenas. Ótimas notícias. Porém, depois vem a frustração. O custo de 1050 dólares por cada mota para a Grécia, ao qual acresce a nossa viagem de avião! Ficamos logo de rastos pois isso significava a ruína do orçamento.

Tentamos de todas as formas arranjar alternativa, mas conforme os fóruns e grupos de viajantes já nos tinham avisado, a alternativa não existe. Com a situação do atentado e a insegurança geral que se vive no país, a única alternativa por terra estava barrada e a saída teria que ser por Alexandria.

Desistimos da ideia do Sinai e começamos a trabalhar no sentido de arranjar fundos para a travessia nossa e das motas.

O custo de 1050 dólares por cada mota para a Grécia, ao qual acresce a nossa viagem de avião! Ficamos logo de rastos pois isso significava a ruína do orçamento.

Tudo tentamos para que assim não fosse, mas infelizmente teremos que abandonar a ideia de Israel e a Jordânia e abarcar com esta despesa extra.

A viagem continua depois na Grécia, como planeado.